Esquizofrenia coletiva

Pensando...


Nada para digitar. Pelo menos nada realmente sensato.

É, após um dia moderadamente cansativo. Aqui estou eu, sem inspiração alguma para escrever. Então eu vou fazer uma coisa que até pode audar ou simplesmente ferrar tudo. Vou digitar sem pensar, diogitar só olhando para o teclado, sim eu sou daquelas pessoas que só digitam olhando para a tela. Bem, continuando, vou apenas olhar para o teclado sem pensar realmente no que eu estou escrevendo. Isso, basicamente, se chama redação de livre expressão. Tem mais resultados é claro se você fizer com papel e lápis (engraçado que eu quase ia escrevendo na folha com papel, o que significa que eu não estou fazendo certo. já que estou corrigindo meus erros).
Meus dias têm sido cansativos e com algunas frustrações, nada que eu nao possa resolver. Amanhã eu vou dançar e isso com certeza me deixará bem melhor. Não se preucupem, não vou falar sobre a minha grande paixão pela dança. Minhas mãos simplesmente não querem isto.
Neste exato momento, enquanto escrevo sem pensar ou simplesmente escrevo pensando, eu estou escutando uma música antiga. Ou nem tão antiga assim. Se chama Coming around again - Carly Simon - acho que é este o nome- bem, não importa. O que eu gostaria de digitar aqui é como me sinto quando ouço esta música. Ah, esta música me lembra certos sentimentos que uma vez eu tive. Não sei se eles ainda estão lá ou se é só loucura da minha mente afinal tenho estudado matérias exatas demais. A música não terminou e eu vou simplesmente mudar, cansei. Nossa, não consegui mudar porque de rpeente a voz da cantora soltou esta frase: 'And I believe in love, what else can I do? I'm so in love with you'. Bem talvez fale demais sobre o que eu quero ou seja apenas minha imaginação fértil novamente.
Vou finalmente mudar esta música maldita. A setinha do mouse foi direto para uma música de Phill Collins. Ótimo, esta será uma noite longa de músicas antigas e românticaas. Sinceramente só me faltava um bom copo de whisky com bastante gelo. Porque sim, eu gosto de whisky, algum problema? Whisky é bom até com mousse de chocolate, pois é eu adorava fazer isso. É realmente vergonhoso? Beber escutando música romântica enquanto se lembra daquilo que simplesmente deveria esquecer não só para o seu bem mas como para o bem de todos? 'I wish I could just make you turn around... turn around and see me cry' droga, essa frase pegou fundo agora..'Theres so much I need to say to you, so man reasons why'. Porque quando estamos cansados, levemente sonolentos e com tendências depressivas essas coisas nos acontecem? De repente todo o universo conspira contra nós e lá se vai a confusão. É músiuca romântica para cá, bebida para lá e de repente você está em um estado horrívelmente vergonhoso. Mas relaxa é só o computador e você. E é claro, todas as pessoas que lêem isto aqui.
Acho melhor eu parar, Phil Collins está indo descansar a voz e eu vou ver se acho uma garrafa de whisky para afogar as mágoas. Ou me afogar, tanto faz.



Escrito por Lee às 21h10
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Cartas e Lírios

'Você ficaria preso comigo em uma outra dimensão?'
Ele leu e releu o cartão. Que vinha com um ramalhete de flores. Mas não eram quaisquer flores, eram Lírios. E ele bem sabia o que significavam lírios. Pensou, pensou. Que resposta seria, aliás que pergunta é esta? 'Quer ficar preso comigo em uma outra dimensão...'
O que significaria isto? Ele não sabia. Mas sabia o que ela significava. Ela, era tudo aquilo que ele não poderia desvendar. Ela era louca e normal, doce e amarga... tudo ao mesmo tempo.
E sempre tinha essas tiradas loucas, cantadas de outro mundo. Ela era... incrível!
E agora esta! Esta pergunta com mil e um sentidos e o ramalhete de flores com mais sentidos ainda. Tudo tão imprevisível, tudo tão sublime. Ah, como era bom estar vivo!
Ele não pensou duas vezes. Colocou o cartão na mão, as flores em um vaso. Pegou as chaves do carro e saiu. Ia em alta velocidade, feliz da vida, quando lembrou.
Estava sim preso a ela. Mas ela estava longe, em outra dimensão. E não havia levado-o. Não, ela com toda a sua loucura e suas tiradas incríveis e seus lírios e perguntas. Estava ali, naquele lugar escuro. ELes desceu do carro, andou até lá. Então notou que os lírios haviam secado, o papel desbotado e os anos passado. Ele havia ficado preso sim a uma dimensão, mas esta dimensão não era com ela. Ela se foi, ela não se prendeu a ele. E droga, ele havia aceito este pedido... mas não houve tempo de dizer.
E lírios? Significam: Eu o desafio a me amar. E ele aceitou este desafio. Mas não, não houve tempo de dizer.



Escrito por Lee às 22h00
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Snujs, bloqueios e muita irritação

Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas pela ausência. É que de repente me veio um bloqueio e as irritações com provas me deixaram sem 'saco' para postar aqui. Mas não pensem que eu esqueci de vocês!
Vi em algum lugar, um pequeno exercício para pessoas que acabam 'bloqueadas'.
Você pensa em uma palavra e aos poucos vai associando adjetivos e outras coisas à esta mesma, então vamos lá:
Snujs
Címbalos de metal
Dança
Magia
Bronze
Som

Interessante, o exercício até que não é tão ruim e acho que tive uma idéia.

Falei anteriormente o que eram snujs e como eles eram legais. Agora, vou disponibilizaruma música de percussão, comigo, acompanhado com snujs! Espero que gostem e não liguem para as desafinações.

Uma boa noite!

P.s.: não será a música toda, afinal só comecei a aprender no sábado.
Ah e desculpem pelo corte repentino. Ainda estou aprendendo a mecher nestas coisas e parar o gravador com snujs na mão, no tempo certo, é bem complicado.

O link!
http://www.4shared.com/file/42831437/e3206cc2/snuj.html?dirPwdVerified=97531b06

Você espera um pouquinho, aí é só apertar em play. E se quiser baixar também pode, eu ficaria agradecida



Escrito por Lee às 20h45
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Dança, festa e cansaço

Ontem eu não postei aqui, porque simplesmente não encontrei muito tempo para tal dedicação.
Ontem, voltei a dançar. E foi simplesmente incrível, como eu pude deixar de tomar o minha dose de ânimo semanal? Estava louca! Estamos aprendendo a dançar com snujs. É um dos instrumentos mais difíceis de todo o curso, afinal é necessária muita prática ainda mais quando a dançarina decide tocar (acompanhada apenas pela percussão) e dançar ao mesmo tempo. Eu sempre quis aprender a agora estou tendo a chance e isso me deixa tão bem!
Mas aí vocês se perguntam, você só foi para a aula de dança o que mais fez?
Tive que comprar roupa e presente para um aniversário mais tarde no mesmo dia, leve umas duas horas para me arrumar.
E a festa? Não foi ruim, a decoração estava linda e o tema era havaiano. Mas foi um saco, eu fiquei sozinha praticamente a noite inteira. E se não fosse pelo encontro com uma amiga de alguns anos, teria sido muito pior. Mas essa festa serviu para atentar a uma coisa.
A pouco tempo atrás (uns 2, 3 anos). Eu vivia de festas e badalações. Estudar? Ha! Estudar é coisa de vagabundo, a parada mesmo é dançar até se acabar, beber até chegar quase perto e fazer coisas que papai não gostaria que eu fizesse. E nesta festa, não fiz nada disso. Eu tive a chance de reencontrar muita gente daquele tempo, gente que não me reconheceu, mas não falei com nenhuma. Antes, eu sabia de todas as músicas que estavam sendo lançadas. Das festinhas 'particulares'. Eu vivia de chapinha no cabelo, pronta para uma 'noitada' daquelas. Hoje? Eu escuto praticamente as mesmas músicas daquela época e algumas novas que me foram apresentadas com um pouco de tempo. Quase não vou a festas, aliás, quase não saio de casa.O máximo que eu faço é ir para convenções, acho que no máximo 4 por ano.
De repente eu me tranquei em mim. Fiz de meu corpo uma sela da minha existência. Eu já não tenho mais a mesma vontade e ânsia de diversão e isso me encomoda. Afinal, eu tenho 15 anos! Eu só tenho 15 anos e já me sinto desta forma. Se sempre nos dizem que as coisas só tendem a piorar à medida que você vai crescendo, imagina como eu irei me sentir daqui a algum tempo? Um lixo!
Sim, é nesse momento que você pensa em me dar um tapa na cara. E eu simplesmente adoraria. Um tapa bem dado que me faça acordar, abrir minha própria sela e fazer deste ano, afinal me disseram que deveria ser o melhor da minha vida, inesquecível na maioria dos aspectos. Mas o que eu faço? Fujo e me tranco em mim mesma, legal não é?
Traz aí a palmatória  que eu estou pronta para apanhar.



Escrito por Lee às 16h11
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Pedacinhos de papel colorido

"Esse planeta tem -ou melhor tinha- o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaçoes de papel colorido que se sentiam infelizes'

O post de hoje é uma reflexão simples com base neste trecho de um livro, que me desculpem não lembro o nome nem o autor mas sei que meu amigo Pedra vai me lembrar, muito bom. Embora é claro, pouca gente reconheça isto.
Parando para pensar, nós vivemos em função desses pedacinhos de papel. Tudo o que fazemos e pensamos é basicamente relacionado a eles. Nos matamos de estudar para fazer algo em troca de muitos desses papéis. Nosso bom convívio social depende de quantos desses você têm guardados. Nosso bem estar, por mais que digam que não, também depende. O homem, e disso todos sabem, é um ser racional com encéfalo desenvolvido e polegares opositores super legais. Mas, este homem tão inteligente de encéfalo desenvolvido e polegares opositores é um feliz prisioneiro. Prisioneiro de pedacinhos de papel, legal não? Quando você pensa que é livre e pode sair por aí batendo suas asinhas... caí-lhe de forma cruel e surpreendente a realidade de que você não é livre e nem nunva vai ser. Você é prisioneiro de pedacinhos de papel! Quanta humilhação...
Claro, eu não venho aqui tentar mudar nosso capitalismo mas expor minha opinião. Afinal, os pedacinhos de papel ainda deixam. A não ser que o que eu venha a dizer tenha algum efeito nocivo aos pedacinhos de alguém, aí a coisa pega.
Então, sem medo de ser feliz aí vai: o mundo seria mais legal se esses pedacinhos não nos aprisionassem. Sério. Seria tão legal que eles abrissem a portinha e nos deixassem passear livremente e depois voltar! Ora, ora porque tinham de ser tão ruins assim?
Afinal, você não vai fazer a faculdade alternativa super legal porque coisas alternativas dificilmente são trocadas por muitos pedaços. E a sua mãe diz que você não tem encéfalo e polegares opositores à toa, e que a maneira certa de usá-los é para algo que sirva como meio de aquisição de um montão de papéizinhos. Você não pode se considerar o descolado da turma, se não tiver um conjunto super legal de celular, câmera, Ipod e notebook de última geração. Você não pode viajar para 'aquele' lugar legal e nem passar horas e horas conversando com quem você ama, e está longe, no celular. E sabe porque? Te dou duas chances!
Você não tem pedacinhos de papel colorido o bastante para trocar por tudo isso. E não adianta chorar não! Do jeito que as coisas andam, esses papeizinhos maléficos vão cada vez mais nos prender. Cada vez mais vamos ter que juntar mais e mais papéis por menos coisas.
E aonde eu quero chegar com tudi isso?
Ah, desculpa, não posso terminar. Os papeizinhos estão mandando eu parar.



Escrito por Lee às 22h41
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Batendo para entrar

[Escrito ontem a noite]

A chuva bate forte e rápida na janela do meu quarto. A temperatura baixou e isso é muito bom, está de noite e esta combinação, noite e chuva, é perfeita. Uma sinfonia perfeita para um momento que eu não sei qual é. De repente eu sinto falta. Não de uma pessoa, não de alguém. Eu simplesmente sinto uma falta dentro de mim. Um vazio, como o que eu sempre tive, mas hoje ele está um pouco maior um pouco mais vazio. Talvez seja a chuva, talvez eu tenha vontade de chorar junto com ela. Lá fora relampeja. Eu não gosto de relâmpagos quando eu estou no meu quarto. Eles me assustam e eu tenho vontade de abraçar alguém. Mas não tem ninguém aqui para abraçar. Não é esta a falta que eu sinto.
Continua a chover, continua a relampejar. A energia já falhou algumas vezes e eu simplesmente continuo a escrever. Minha cabeça está confusa mas isso não é novidade, eu sempre fui confusa. Confusa como as coisas que escrevo e como o modo que vejo o resto do mundo.
Aquela música que ouvi hoje continua ressoando em minha mente, eu continuo cantando mentalmente e mentalmente. Talvez ela pareça um pouco com o que estou sentindo, ou algo que eu esteja me forçando a sentir. A chuva ficou um pouco mais fina agora e isso me chateou um pouco. Os relâmpagos continuam e os trovões começam. Estranho como quando em Teresina eu achei isso tudo muito bonito e aqui, agora em meu quarto, tenho medo e vontade de abraçar.
Eu queria estar lá fora, andando na rua e me molhando. Não sei porque mas algo de muito místico me envolveira neste momento, ou quem sabe um começo de resfriado desse este tom.
Meus pensamentos estão rápidos demais para a velocidade da minha mão. Toda vez que escrevo uma palavra, penso em 10 e esqueço 8. E continuo escrevendo porque escrever de vazio é uma diversão enorme. E é claro, ter esperança de preenchê-lo é mais legal ainda.
Eu realmente espero que a chuva continue até amanhã. E assim continue por dias e dias. Não porque eu estou me sentindo 'meio chuvosa', mas é que eu gosto de observar a chuva. E ouví-la bater contra minha janela, como se estivesse pedindo para entrar e assim se proteger do que há lá fora.

Ah, só para lembrar o quanto gosto da chuva. Vai lá neste link http://ctrl13.zip.net/arch2008-02-24_2008-03-01.html então procure o post do dia 24.
Boa tarde.



Escrito por Lee às 13h29
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Só para não deixar branco

Hoje o post vai ser bem curtinho, só para constar mesmo.
Eu ando um pouco atrapalhada com várias coisas por isso talvez posts meus aqui se tornem raros. Vou ter que com certeza dar uma organizada em meus horários, e seguí-los à risca, senão não vou dar conta e nem as reformas andarão para cá.
Falando nelas, vocês devem estar achando que eu estou enrolando não é? Pois é, vamos combinar que eu quero deixar esse lugar bonito.
Não se preucupem! Não haverá nada muito escandaloso aqui. As reformas serão mais de conteúdo e forma de organização do que de visual propriamente dito. Então, merecem ser mais trabalhadas não é mesmo? ;)
O prazo é? Aniversário de um ano do blog. Este será o presente! Vai demorar? Mais ou menos, essa data tão especial acontece no meio do ano. Só espero não desapontá-los.
Por hoje é só. Fiquem com um vídeo que achei legal.



Escrito por Lee às 22h03
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Only when I sleep...

Eu não sei por que, mas perto de você eu me sinto uma Deusa. Sabe aquela música? Sim, aquela de ritmo lento e com o toque de violino. Quando eu a escuto só penso em nós. Não sei porque, mas me vem a idéia de que eu estou dançando-a só para você. É louco e irreal ao mesmo tempo. Mas eu só consigo dançar e o ritmo da música simplesmente me deixa mais solta. É uma espécie de estado de dormência, é como se eu tivesse bebido um pouco demais e a música simplesmente me levasse. E nesse momento, não existem 'quilinhos a mais', bochechas demais ou cabelo desarrumado. Só existem eu, você e a música. Eu dançando, você me olhando. E isso é simplesmente incrível. Perto de você, eu sou um ser completamente diferente. É como se eu me olhasse no espelho e não me reconhecesse mais. Loucura a minha? Não sei. Dizem por aí que o amor é cego, não é?



Escrito por Lee às 21h36
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Caminho longo

Era uma tarde calma e fria. Então foi tomada esta decisão. Tomei banho, na água gelada mesmo, e fui. O caminho era desconhecido para mim, nunca havia me tocado daquela pequena ladeira à direita do caminho que eu sempre passava. Nós subimos, devagar, a caminhada era difícil os pés doíam. Eu acho que quem fazia essa caminhada, quando o destino era exatamente o topo, fazia-a como uma espécie de martírio. Essa longa subida era o momento não só de lágrimas, mas de uma reflexão tão profunda quanto o significado da vida.
Quanto mais eu andava mais me sentia tonta, minhas pernas iam cansando, meus olhos iam doendo... era estranho, louco e triste. Tudo ao mesmo tempo.
Foi quando o portão foi aberto. Vovô foi na frente, ele sabia o caminho. Imagino quantas vezes ele deve ter feito o mesmo caminho de forma solitária, da mesma forma cansada, com as mesmas lágrimas.
Ao entrar, logo atrás dele, achei tudo muito diferente do que eu havia imaginado. Era muito mais solitário, mais fechado. Haviam algumas fotos e eu comecei a imaginar qual teriam sido suas histórias e como elas foram parar ali.
Chegamos então, no local. Mamãe colocou a mão encima e disse:'Parece um sonho'. Ela começou a chorar, depois foi titia dizendo:'Ah mamãe, você costumava dizer que nós não iríamos ligar para você, mas aqui estamos'. Me perguntei onde estaria vovô, foi quando o vi sentado um pouco atrás, de cabeça baixa. Todos choravam muito, menos eu. Não consegui chorar, em público nunca consigo, era tudo tão irreal. Tão cruel. Lá estava eu, parada na frente do túmulo da minha avó. Aquela pequena construção branca com uma cruz e uma placa:'Descanso eterno da família Ramos Gomes'. Imaginei que mais estaria enterrado ali. Imaginei tantas coisas ao mesmo tempo, coisas a escrever, coisas a pensar. Mas de repente me veio a idéia de que escrever aqui o que eu estava pensando, seria de uma forma ou de outra desmerecer todo o sentimento. Vocês não entederiam, talvez ficasse comovidos mas jamais iriam realmente entender a essência. Não me importaria se vocês já tivessem passado por algo parecido, por mais que fosse, jamais seria igual.
Minha outra tia começou a rezar. E todos acompanharam, menos eu e vovô. Eu simplesmente não conseguia dizer nem fazer nada, além de encarar aquela placa. De lembrar como tudo havia acontecido. Lembrar que demoraram 3 dias para que eu finalmente percebesse que toda vez que eu voltasse ao lugar aonde estou. Ela não iria estar mais lá. O Natal não seria mais na casa dela, eu jamais iria comer seus salgadinhos nvoamente. Jamais iria abraçá-la e ouvir o seu:'Minha neta de dois corações'. Eu não iria mais me deitar naquele sofá e assistí-la andar de um lado para o outro, preucupada com a comida. E nem iria me lembrar de chamá-la de 'barata tonta', como eu fazia quando criança. Demoraram três dias para cair a ficha. E agora eu estava ali, parada, inerte, apenas observando a placa, pensando nisto tudo.
'Vamos filha?'
'Tô indo... mãe'

Mas eu queria ficar ali e finalmente chorar e me agarrar àquela construção branca e dizer quanta falta ela fazia, dizer que o melhor presente na minha vida foi o que eu recebi dela no natal.
Mas eu voltarei e terei longas conversas e poderei chorar também. Porque dói, dói muito mas eu não sei como externar esta dor.

Sinto sua falta.
Todos os dias.



Escrito por Lee às 12h54
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Amanhã?

Falta menos de meia hora para amanhã chegar. E isso é bem estranho, daqui a pouco é amanhã e eu nem dormi ainda.
Eu tenho medo do amanhã e do que ele pode me trazer, mas tenho vontade de me jogar. É loucura, mas hoje eu estou dada à elas. O post vai ser bem pequeno porque minha inspiração é pouca e eu estou tentando entender algumas coisas que estão passando na televisão neste momento.
Mas, para não ser chata ou irritante vou deixar a letra de uma música que gosto muito.

Dream On - Aerosmith

Every time that I look in the mirror
All these lines in my face gettin' clearer
The past is gone
It went by like dusk to dawn
Isn't that the way?
Everybody's got their dues in life to pay

I know nobody knows
Where it comes and where it goes
I know it's everybody's sin
You got to lose to know how to win

Half my life's in books' written pages
Lived and learned from fools and from sages
You know it's true
All the things
Come back to you

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Dream on, dream on, dream on
Dream until your dream comes true
Dream on, dream on, dream on
And dream until your dream comes true
Dream on, dream on, dream on, dream on
Dream on, dream on, dream on

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

Sing with me
Sing for the year
Sing for the laughter n' sing for the tear
Sing with me
If it's just for today
Maybe tomorrow the good lord will take you away

 

 

P.S.: O nome da loja perfeita é Melca Janebro




Escrito por Lee às 23h35
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Morta de chique!

Olá, olá seres místicos que habitam meus dias! Sim sim, hoje eu estou mais animada ,claro ainda um pouco naquela de quem sou eu, se estou me afundando, se estou feliz mas mesmo assim vivendo!
Hoje eu fui fazer compras na Av. Monsenhor Tabosa, ê uma dica de onde eu estou, e sim, meu lado material girl aflorou. Mas não por aqueles vestidos chiquéérrimos que a mulher-não-sei-quem-da-novela tá usando e está abalando. E nem por aquelas bolsas pratas que a Suzana Vieira usa.
Meu instinto consumista atacou para o lando de um belo par de scarpans (é assim que escreve?), não sei. Mas eles eram lindos, um pouco americanizados quem sabe. Mas lindos!
Por que americanizados? Eram lindos sapatos com a estampa de notas de dólar. E, é claro, a preço de banana! Apenas R$ 85,00. Achou caro? Tenta ver quanto custa um Jimmy Choss (novamente, assim que escreve?) e vê se eu não comprei à preço de banana...
Ok ok, fora esses lindos sapatos, sim eu tenho uma queda por scarpans, eu entrei em uma loja que sinceramente... sinceramente é a minha cara! Uma loja super customizada que tem estilista próprio. O visual da loja é incrível e ao mesmo tempo clássico, para vocês terem uma idéia aquele paninho do provador não é verde grotescamente horrível. É de veludo roxo com coisas lindas costuradas.
As roupas? Nem se fala! Apenas uma ou duas peças do mesmo estilo, estampas e tecidos variados e combinados da forma que só uma pessoa criativa poderia combinar. Posso dizer que simplesmente amei? E é claro, não poderia sair sem uma peça. Comprei um vestido cujo nome nem sei, mas que ficou lindo e mim e com certeza era a minha cara. Saí dessa loja querendo mais e mais, e o preço do vestido? Outro preço de banana! Afinal, venhamos e covenhamos que lojas assim geralmente são super caras mas o meu vestidinho saiu por R$ 130,00, à vista.
Pois é, hoje foi um dia em que minha personalidade 'material girl' veio à tona. Prestem bastante atenção, pois momentos como estes são raros.
Uma certeza eu tenho, quando retornar à Av. Monsenhor Tabosa, com certeza irei novamente nesta loja e com certeza comprarei algo novo.
Só uma coisinha:
Eu iria colocar o site da loja aqui, mas no momento estou no quarto do meu primo e minha preguicite aguda em estado terminal me impede de ir pegar a sacola e ver o site, mas da próxima vez eu coloco ele aqui e até quem sabe uma foto minha com o meu vestido chiquéérrimo.
Bom... de compras só tive isso, mas já me sinto bastante satisfeita. Amanhã eu vou em uma feira de artesanato e todo mundo está cansado de saber que eu sou louca por artesanato... então, quem sabe a material girl dentro de mim retorne.
Boa noite a todos e amanhã eu falo mais sobre minha viagem e sobre os posts que eu pensei colocar aqui.



Escrito por Lee às 21h01
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Café e muito cansaço.

Olá!

Faz um tempinho desde a última vez que nos vemos. Mas finalmente eu cheguei ao meu destino. Foi uma loucura até chegar aqui, mas acho que valeu a pena.

Viajamos para a primeira parte do destino de carro, uma viagem que durou 4 horas. Lá, fomos para um pequeno shopping , para fazer hora já que nosso vôo só saia às 3h, comemos e fizemos compras, na verdade minha mãe fez compras, então fomos deixar o carro em um estacionamento bem legal. Do estacionamento, uma topic nos levou até o aeroporto, onde passamos a noite, claro eu fiquei estudando matemática enquanto observava todo o tipo de gente que ficava em um aeroporto. Depois pedi um café expresso, queimei minha boca duas vezes e fiquei mais ligada do que queria. Ri da minha mãe e fiz piadas idiotas para passar o tempo. Depois do café e das piadas fomos fazer o check in. Então ficamos nos portões de embarque, esperando pelo nosso vôo.

Sinceramente, se eu quisesse enriquecer ou pelo menos fazer um bom dinheiro, eu iria alugar colchões em aeroportos. Para todos os lados do saguão haviam pessoas deitadas no chão usando suas bagagens como travesseiros, as vezes olhando o teto, as vezes dormindo e outras vezes com notebooks apoiados na barriga.
Para variar, como aqui é Brasil, nosso vôo atrasou. Não foi tanto assim, mas passar a noite em um aeroporto e ter seu vôo atrasado é bem cansativo. Até aí já eram umas 3 da madrugada, quando o vôo que ia para Natal estava atrasado com previsão apenas para às 5h e 20 minutos. Eu agradeci aos céus por não estar esperando aquele vôo.
Depois, foi a hora do embarque. Toda aquela burocracia boba e lenta. Até o momento em que eu sentei. Ver as luzes da cidade me relembrou de como eu adoro voar, sentir a sensação de decolagem, para mim, é incrível. E a melhor parte? Lá na frente havia uma pequena tempestade com relâmpagos e raios. Linda, incrível em toda a sua plenitude. Que me fez pensar em todas as coisas poéticas ou bobas em que havia pensado a noite inteira. Afinal eu tive muitas idéias de post enquanto esperava meu vôo. Que serão postadas no decorrer da minha viagem. O vôo durou por volta de uma hora e vinte minutos. Chegamos ao nosso destino cansados e com muito sono. Finalmente eu ia dormir.

Mas para variar alguém me acordou. Eu até tomei café mas depois fui dormir novamente, passei toda a tarde dormindo. Acordei e fui assisti WWE que é uma das minhas paixões, apesar de eu nunca ter mencionado isto aqui, eu adoraria um dia ir ver ao vivo.

Alguém me leva?



Escrito por Lee às 19h05
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Uma verdade quase universal

"Ainda que nasçamos com uma caixa de fósforos em nosso interior, não podemos acendê-los sozinhos porque necessitamos (...) do alento da pessoa amada. (...) Por um momento nos sentimeos deslumbrados por uma intensa emoção. Se produzirá em nosso interior um agradável calor que irá desaparecendo pouco a pouco conforme passe o tempo, até que venha uma nova explosão a reavivá-lo. Cada pessoa tem de descobrir quais são seus detonadores para poder viver, pois a combustão que se produz ao acender-se um deles é o que nutre a energia da alma (...) se uma pessoa não descobre a tempo quais são seus próprios detonadores a caixa de fósforo se umedece e já não podemos acender um só fósforo. Se isso chegar a acontecer, a alma foge de nosso corpo, caminha errante pelas trevas mais profundas tentando em vão encontrar alimento por si mesmo, ignorando que só o corpo que deixou interte, cheio de frio é o único que podia lhe dar isso(...)"

Laura Esquiveu em 'Como água para chocolate'

Eu pretendia colocar a passagem inteira, mas acho que isso já basta.
Certa vez ouvi de uma pessoa que eu era uma pessoa amarga. Amarga porque prendia meu sorriso. É verdade que não gosto de ficar sorrindo à toa, mas será que isso de alguma forma me faz um alguém amargo? Uma pessoa amarga para mim, é um alguém que não tem a capacidade de amar ou sequer de ser feliz. Uma alguém cuja 'caixa de fósforos' já se umedeceu há tempos. Confesso que a minha caixa está um pouco úmida, afinal acho que ainda não descobrir quem são meus detonadores ou talvez eles estejam longe demais para que possam acender algo em mim. Talvez eu realmente seja uma pessoa amarga, e quem sabe eu continue assim por muito tempo. Afinal, certas amarguras demoram demais para sairem. E talvez seja preciso um calor muito forte,  para aquecer a minha caixa de fósforos. Sei que talvez isso pareça muito confuso mas é assim que me sinto. E confusões serão sempre vistas aqui. Afinal estamos falando do Esquizofrenia Coletiva um lugar onde a confusão, a melancolia , a loucura e alegria estão sempre tomando café. Juntas.

Tenham um bom dia.



Escrito por Lee às 06h37
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Sonhar e ambicionar

Meus dias têm passado lentos e tediosos.Bocejar parece uma atividade longa e demorada. As provas estão aí, estou relativamente bem mas mesmo assim terei que estudar na viagem. O que não constitui em nenhum problema já que até na Praia do Forte eu estudei.
Hoje eu voltei a reler 'Asas Partidas' de Gibran Khalil Gibran, não irei colocar nenhuma passagem aqui, pelo menos por enquanto, mas apenas uma reflexão minha sobre este livro que para mim é um dos melhores já lidos.
Talvez seja porque o autor de alguma forma descreve a vida da mesma forma que eu a vejo. Eu sou o que Gibran Khalil foi em sua juventude. A mesma melancolia, o mesmo cárcere de alma, quem sabe até os mesmos sonhos e aspirações. Como ele, eu acredito que pessoas jovens têm esta tendência. De sentirem demais, sofrerem com coisas pelas quais nunca passaram, mas cuja dor absorveram de terceiros.
Parece estranho, ou até egoísta, mas eu não me sinto menos humana por pensar assim. Afinal vivemos em um mundo cuja crueldade ultrapassa os limites, cada vez mais nossos pequenos sonhos são destruídos por coisas ou pessoas que parecem não ter alma. Cada vez mais nos dizem que não podemos sonhar, a realidade está aí e ela sempre será dura e cruel. Sonhar é perda de tempo, tempo este que poderíamos estar gastando na tentativa de transformarmos nossa existência em algo não tão doloroso assim.Podemos matar, magoar, trair mas jamais sonhar. Do que vale então viver e tentar ser feliz? Sem sonhar, sem imaginar. Apenas experienciar. Temos que perceber de uma forma ou de outra que nada somos sem nossos sonhos e ambições. Precisamos sempre estar nesta busca constante, mesmo que nos digam que é errado. Afinal, errado mesmo é magoar alguém, traí-lo ou a pior das coisas: desprezá-lo. Errado é tirar proveito da inocência dos outros. Tantas coisas erradas e a  única que tentam nos proibir é de sonhar.
Me desculpem, grandes mentes que comandam o universo, mas aqui estou eu. Empunhado uma espada de devaneios e um escudo de sonhos, pronta para lutar contra tudo aquilo que na minha cabeça é errado. Pronta para ser elevada pela asa dos sonhos, e mesmo que a experência quebre essas asas e me jogue no duro chão. Sonhar eu ousarei. Afinal, nada sou nem nada serei sem meus sonhos e ambições.



Escrito por nyu às 19h17
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Viver é complicado.

Viver é a coisa mais estranha que temos de fazer. Você acorda e tem que ir para lugares que te mandam, volta para casa e tem que comer porque o seu corpo precisa. Você tem que dormir, senão você cai por aí. Você tem que estudar, senão não terá nenhum trabalho. Você tem que trabalhar e trabalhar, para no final das contas não juntar dinheiro algum. Seguir uma rotina ditada por todos, quando a vida é sua. Você tem que conviver com outras pessoas senão enlouquece mas do mesmo modo que convive, tem uma mania horrenda de viver como se não tivesse ninguém ao seu redor. Viver é complicado demais. Um dia você se apaixona, acha que é tudo lindo mas aí o seu coração cai aos fragalhos. Um dia você fica doente e por causa disse perde muita coisa interessante. Um dia você sente falta de pessoas que nunca conviveram com você. Um dia você se pergunta qual seria o nome daquele sorveteiro que te viu crescer. E assim vai, viver é complicado.Um dia você morre e ninguém vai lembrar de você. Porque entre viver e morrer talvez não exista diferença alguma. Bom começo de domingo. Até mais tarde.



Escrito por nyu às 23h36
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